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Meu propósito para com este blog, está em coletar e difundir importantes mensagens voltadas para o autoconhecimento, percepções metafísicas, espirituais e poéticas, respeitando e identificando sempre os autores e fontes das mesmas.

sábado, 14 de maio de 2011

ESTRELAS


















O universo infinito de meu eu
Converge a um ponto nevralgico
ustentado por insones atribulações
Geradas pelas dúvidas e pueris causas
Tão condensadas como os meteoros

Abstraio-me de minha presença
E invado esferas tão sensíveis
Quanto o universo mais insondável
Exerço orientações sobre causas e efeitos
Imperceptíveis a visão mais desatenta

Recaio sobre alusões e ilusões
Tão desconexas que pareço-me
Levitar em pleno vácuo
Sem mensurar as proporções de suas consequências
Sustento tais animosidades internas

Outrora, tão ciente de minhas projeções
Hoje, movido pela incoerência das linhas do tempo
Ressurjo pensativo, metódico mas inconstante
Ao deparar-me internamente com buracos negros
Que vão consumindo vãs respostas

Alienadas por consciência turbulenta
Onde as alturas se sobrepõe ao inferior
Mas que se submetem a dualidade
Aceitando aos opóstos como unidade
Intrinsicamene relacionados por seus compostos

Ah! Vago por um espaço alheio
Projetando nóvas conquistas
Observações definidas e concretas
Certezas pautadas por sínteses
Arroladas em papiros seculares

Com que material fui moldado?
Que liga, me sustenta neste quadrante?
De tormentos, conjecturas e desatinos
Experiencio o inóquo como solução
Desagravo-me do compatível por conveniência

Verbalizo o dinâmico
Contenho o flexível
Libero o estático
Vivencio o insofismável
Consumo o imponderável

Constelações de idéias abstratas
São rejeitadas pelo pensamento
E não validadas como padrões
Difusas e ausentes da razão
Sofregadamente atuo como mediador

Procurando estabelecer a coerência
Na compilação de meus escritos
Subjugo-me a critérios
Mais audazes
Que norteiem-se por conexões palpáveis

Ergo meus olhos em busca das estrelas
Equidistantes e pontualmene situadas
Em linhas medidas por ímpar consciência

Seria eu meticuloso em construir tais medidas?
Que expressem minhas próprias convicções
De meu mais infinito e profundo cosmos interno, seria?



Autoria: Roberto Velasco
Por: Lisa Teixeira
Maio / 2011

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