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Seja Bem Vindo (a)

Meu propósito para com este blog, está em coletar e difundir importantes mensagens voltadas para o autoconhecimento, percepções metafísicas, espirituais e poéticas, respeitando e identificando sempre os autores e fontes das mesmas.

domingo, 29 de agosto de 2010

REFLEXÕES...

























É certo de que muitas mudanças a níveis físicos, emocionais e mentais vem ocorrendo comigo há um bom tempo, mas agora percebo que essas alterações se processam de uma forma ainda mais acelerada, assim como o tempo que também já não é mais o mesmo. Fico aqui com os meus botões observando tais mudanças não somente ocorrendo em mim, mas como em todas as pessoas mais próximas, assim como em animais que fazem parte do meu dia - a- dia.

Não adianta nos perdermos na correria, nos papéis, em inúmeros compromissos e nos esquecermos de ter tempo para estarmos conosco.

Assim, nossas angústias não cessam, não encontramos paz de espírito, equilíbrio...
Muitas vezes não sabemos o porquê de estarmos vivenciando determinadas situações, de não conseguirmos realizar nossos sonhos...
E como sofremos com tudo isso?

Mas será que não é o momento de pararmos de nos condenarmos, de sempre nos sentirmos a pior pessoa do mundo?
Estranho!
Qual a última vez que ficamos sem fazer nada, apenas mergulhados no silêncio e sendo a pessoa mais importante da nossa vida, tal qual realmente somos? Um minuto para mim...

Desatar os nós das preocupações, esquecer o agito, deletar as frases tão costumeiras:
“Amanhã eu começo”, “ Não tenho tempo”, “ Depois eu faço”, “Não consigo”, “Não posso” e tantas outras que apenas podam as nossas potencialidades, que nos afastam da centelha divina que habita em nosso íntimo.

Que tal deixar que o amor que existe em nós aflore de vez?
Reflitamos: Qual foi a última vez que demonstramos esse amor por nós mesmos?
Qual foi a última vez que nos validamos e nos reconhecemos, bancando pra valer o propósito maior bem lá no nosso íntimo?

Amor é vida, a vida em nós, lembremos sempre disso!
Se não temos tempo para cultivar esse amor para nós e em nós, como iremos viver?

E o amor pode ser demonstrado de inúmeras formas...

O amor renova a vida, faz renascer a esperança, nos leva ao encontro da Providência divina.

É momento de amar!

Amar a todos!
Amar a vida!
Amar a si próprio!

Parar de enumerar nossos vacilos ou o que ainda não conseguimos superar e passar a reconhecer nosso valor, nossos talentos e definitivamente mudar o placar do jogo.
A vida está aí,o que criamos foi uma sociedade que nos cobra o tempo todo, por isso nem sempre venceremos.
Mas perdas não significam que só iremos colecionar derrotas, porque estas, na verdade, são apenas os degraus da nossa elevação espiritual.

Se não houvesse as quedas, como iríamos levantar com mais determinação para prosseguirmos?

Quem já caiu sabe que dói e muito, mas sabe ainda mais que quando buscou se levantar levou consigo o aprendizado para que quedas semelhantes não voltasse a ocorrer.
E também sabe que essa força para levantar só pode ser encontrada dentro de nos e quando queremos...somente quando queremos!

Quantas vezes acumulamos conhecimentos mas deixamos de colocá-lo em prática?
Esperamos sempre pela oportunidade do amanhã, sonhamos com a aquarela, temos o papel, mas esquecemos de pintá-la?

Como queremos que algo mude significativamente, se nossa mente está sempre envolta por pensamentos negativos?
Projeções que capitamos de tudo o que nos circunda.
Se deixamos que isso ocorra, é porque damos o poder que é nosso para o outro e desta forma nos tornamos nossos maiores rivais sem ter a consciência disso e boicotamos as nossas próprias chances e oportunidades, por sempre nos colocarmos em segundo plano.
Quantas vezes nos fechamos para o mundo com a couraça do medo, deixamos de compartilhar experiências, de fazer trocas, de perceber que as pessoas que estão ao nosso lado neste momento, estão por sintonia, por reciprocidade e se não aceitarmos isso, perdemos oportunidades de conhecermos pessoas valiosas para nossa aprendizagem, companheiras de jornada que o Pai colocou em nosso caminho à nossa disposição quem sabe para nos auxiliar justamente naquele momento ou problema que não sabemos como enfrentar.

Mas se não olharmos para o lado, essas oportunidades de socorro simplesmente passam...
E adiamos sempre e cada vez mais aquele passo à frente e certeiro.
Outras vezes, nos prendemos ao que já passou e ao invés de prosseguirmos confiantes pelas possibilidades de trilharmos novos caminhos, fixamos mentalmente aquele passado que já se foi e mesmo que tentássemos a permanecer nele, nunca mais será a mesma coisa, pois tudo sempre está em contínua mutação.

Temos sim uma história de vida, a nossa história, guardemos as lembranças, mas não paremos jamais de caminhar, porque outras recordações querem e precisam ser registradas em nossa alma.

Renovação é a ordem do momento!
Sei que vez por outra ao sermos surpreendidos por uma tempestade, por que quando estamos no meio de uma delas, nunca lembramos que assim como chegou, ela também passará cedo ou tarde?
Por que não confiamos em nós mesmos?
Ao invés de cultivarmos em nós, a paciência como amiga, a resignação quando necessária e a confiança em prosseguirmos.
Simplesmente nos sabotamos.

Provas sempre existirão, são necessárias para nossa caminhada evolutiva, mas não significam que serão sempre provas de dor.
Mesmo porque uma dor não é igual a outra.
Muitas vezes, elas se prolongam por nossa própria escolha, porque deixamos de acreditar, de buscar pela renovação, passamos a habitar as cavernas escuras, deixando a luz do lado de fora.
Parem e pensem, por que fazemos isso com a gente mesmo?
Quantos relacionamentos desfeitos porque deixamos de dizer uma simples frase?
Quantas amizades deixaram de nascer porque não sorrimos, não nos permitimos? Esperamos sempre pelo primeiro passo do outro em nossa direção, julgamos pela aparência e nos escondemos através de máscaras.

Quantas situações que nos causam sofrimento se prolongam, porque preferimos a inércia, sofremos e muito, mas continuamos presos ao medo, vendo o sol somente pelos cantos da janela.
Quanta vida é deixada para trás porque não acreditamos na nossa própria luz, na nossa capacidade em brilhar?

“Brilhe a vossa luz”, quantas vezes já ouvimos, mas quantas vezes realmente acreditamos e fizemos com que ela brilhe de verdade?

Talvez nesse momento estejamos atravessando aquela prova tão difícil, que tanto nos fragiliza, nos assusta e qual será a nossa escolha?
Se for a revolta, o comodismo, as ilusões e o pessimismo, com certeza, o caminho se tornará ainda mais árduo.
Agora se adotarmos a certeza de que os dias nublados passarão...
Se descruzarmos os braços e carregarmos os tijolos da obra que queremos erguer.
Se passarmos a cultivar o hábito de nos sintonizarmos conosco mesmo e nos validarmos de verdade.
Se ao invés de nos algemarmos a nossa dor, passarmos a realizar pequenos gestos de amor...
Se fizermos nossas oraçõpes com o coração...
Se transformamos nossa fé em ação...
Se passarmos a acreditar mais...
E, principalmente se acreditarmos em nosso imenso potencial, aí sim, as flores que tanto almejamos começarão a enfeitar o nosso jardim.

Sejamos os nossos maiores aliados e caminhemos de cabeça erguida, mesmo quando portas se fecharem é porque não eram por elas que tinhamos de entrar!
Confiemos, mesmo quando essas portas demorarem para se abrirem, porque na hora certa, elas se abrirão...Tenhamos certeza...essas ou novas portas se abrirão!

“Ajuda-te e o céu te ajudará”, isso não foi dito em vão...

Uma nova alvorada nos espera, o amparo jamais nos faltará, mas antes de qualquer manifestação, tudo depende de nós.

A vida nos aguarda e se estamos aqui, não foi para sermos figurantes.
O palco da nossa vida nos aguarda e temos muito trabalho pela frente.
Tenhamos fé, e sejam quais forem as circunstâncias, saibam que nada do que estamos experimentando atualmente irá durar muito tempo.

Tenhamos fé!
Tenhamos perseverança.
E com ambas, avancemos... sempre!

Por: Lisa Teixeira
Agosto de 2010

sábado, 21 de agosto de 2010

" Om Ah Hum Vajra Guru Padma Siddhi Hum "




VAJRA GURU MANTRA

Padmasambhava, que quer dizer “Nascido do Lótus”, conhecido por vários nomes, entre eles Guru Rinpoche (Precioso Mestre), foi o fundador do Budismo Tibetano. O seu mantra Om Ah Hum Vajra Guru Padma Siddhi Hum é um dos mais conhecidos e poderosos no Budismo Tibetano. E se diz que este mantra contém a essência de todos os Budas (do passado, presente e futuro).

O diálogo que se segue é uma tradução livre de certas passagens de um texto escrito no século VIII e relata uma conversa entre Padmasambhava e a dakini Yeshe Tsogyal, sua principal discípula tibetana.

Após ter apresentado a Guru Rinpoche as oferendas exteriores, interiores e secretas, Yeshe Tsogyal fez-lhe o seguinte pedido:

«Oh Mestre Venerado, para o meu bem e para o bem dos seres a vir, considerai este meu pedido. O fato de vos ter encontrado é para mim e para as pessoas do meu tempo um bem inestimável. Nos tempos vindouros, encontrar-se na presença de um ser como vós será extremamente difícil. Pessoalmente, recebi ensinamentos, conselhos e práticas com abundância e todas as dúvidas me abandonaram. Em contrapartida, vós mesmos haveis previsto dificuldades consideráveis para os homens e mulheres dos tempos futuros: de espírito turbulento, grande dificuldade terão para encontrar e compreender os ensinamentos autênticos. A profusão de visões desgarradas e de ensinamentos falaciosos ensombrarão os seus espíritos, quão difícil lhes será discemir o verdadeiro do falso! Mais ainda, muito renitentes ficarão diante dos verdadeiros ensinamentos. Chegada a época dos desastres, das guerras, das fomes e doenças, os seres irão vaguear de continente em continente, sempre em fuga, como formigas escorraçadas do formigueiro. Haveis dado numerosas indicações sobre a maneira de repelir as calamidades e as idades difíceis; todavia, esses tempos vindos, muitos desejarão voltar-se para o Dharma, mas há-de faltar-lhes o vagar. Quanto aos que exprimirem um real interesse pela prática, difícil lhes será aprofundá-la. A discórdia reinará entre os seres; tanto os seus alimentos como os objetos usuais perderão as qualidades naturais e serão contaminados. Para entravar essas condições nefastas, haveis já invocado o poder dos mantras e do mantra do Mestre de Diamante em particular. Tende a bondade de nos explicar esse mantra e o modo de o utilizar.»

O grande sábio respondeu:

«É verdade, nesses tempos os desastres e as calamidades irão abater-se. Em intenção dos seres que então viverão, escondi tesouros em diferentes sítios do planeta – em rochedos e montanhas, nos rios e também no coração de seres predestinados. Esses tesouros serão extremamente benéficos.Quanto ao mantra do Mestre de Diamante, é também o mantra de todos os seres iluminados. Nos tempos difíceis poderá ser cantado em lugares sagrados ou em lugares solitários, no cimo das montanhas, à beira de rios ou dos oceanos, ou ainda em lugares varridos por catástrofes. Haja um grande praticante, um monge autêntico ou alguém de imensa compaixão que então o recite cem, mil, dez mil, cem mil vezes ou mais, e o resultado será inconcebível. O som do mantra poderá estrangular ou afastar todo o tipo de flagelos, tais como doenças, fomes ou guerras, bem como as consequências do desequilíbrio da Natureza: colheitas más, chuvas torrenciais, inundações ou secas. Este mantra contém em si imensos poderes, que permitem equilibrar os diferentes elementos tanto no plano exterior como interior e secreto. Quem quer que o pratique encontrará o Perfeitamente Iluminado, o Buda, nesta vida, nas vidas futuras ou no estado intermediário, em sonho ou em realidade. Aquele ou aquela que, com uma compaixão autêntica, o recitar regularmente, pelo menos cem vezes por dia, não conhecerá qualquer dificuldade material e verá os seus desejos cumprirem-se pelo poder dessa recitação. Aquele ou aquela que o recitar mil vezes por dia receberá incalculáveis bênçãos, bem como a capacidade de socorrer os demais de modo inconcebível. O praticante que o recitar cem mil vezes ou dez vezes cem mil de modo contínuo, ou seja, todos os dias e sem interrupção, poderá pacificar tudo o que é negativo e adquirirá para si e para os demais o poder de prolongar a vida e aumentar a sabedoria, e poderá dominar os fenômenos e subjugar as forças negativas. O seu poder de ajudar os outros aumentará consideravelmente. Quem quer que faça trinta ou setenta vezes cem mil recitações de maneira contínua, tornar-se-á inseparável dos Budas do passado, do presente e do futuro e receberá conselhos e indicações diretamente dos seres iluminados. Todos os seus votos se realizarão. Pelo melhor, obterá no espaço de uma única vida o corpo de arco-íris. A um nível mediano, alcançará a liberdade última no momento da morte. No pior dos casos, durante o bardo, eu, Padmasambhava, virei em pessoa para o guiar na via da completa Iluminação.»

De novo, Yeshe Tsogyal disse:«Mestre, eis uma prática verdadeiramente extraordinária! Tende a bondade de nos explicar o sentido deste mantra, de tal modo que os seres humanos vindouros possam compreendê-lo melhor.»

Padmasambhava deu-lhe então uma resposta extremamente pormenorizada, da qual se seguem alguns extractos:

«Este mantra é a essência de todos os mantras. Através dele podemos explicar todas as ciências e todos os ensinamentos que existem. Ouve com atenção, coloca por escrito o que vou dizer e explica-o então a quem tenha necessidade:

Om corresponde à natureza do corpo, Ah à natureza da palavra e Hung à natureza do espírito de todos os Budas. As cinco palavras Vajra Guru Padma Siddhi Hung referem-se aos cinco aspectos ou ‘famílias’ de Buda: a famí1ia do Diamante (Vajra), da Jóia (Ratna), do Lótus(Padma), do Duplo-Vajra (Karma) e da Roda (Buda). Representam as cinco sabedorias: a sabedoria como o espelho, a sabedoria da equanimidade, a sabedoria que discerne, a sabedoria que tudo realiza e a sabedoria do espaço absoluto.

Quanto ao efeito deste mantra: As três sílabas Om Ah Hung têm o poder de purificar os seres dos três principais venenos, que são a aversão, o apego e a ignorância. As sílabas Vajra Guru Padma Siddhi Hung actuam sobre as emoções de modo mais específico: Vajra pacifica a emoção grosseira da aversão e os obscurecimentos que ela provoca; Guru dissipa os véus grosseiros e subtis do orgulho; Padma suprime os véus e as emoções provenientes do apego; Siddhi aplica-se à inveja e ao ciúme; Hung purifica da ignorância e dos véus subtis que ela implica.Este mantra não trata apenas as desordens emocionais devidas aos cinco venenos, trata também dos seus efeitos sobre o corpo físico: os desequilíbrios que perturbam os órgãos principais.Podemos igualmente dar uma tradução literal deste mantra: Om Ah Hung: o corpo, a palavra e o espírito.Vajra: o diamante indestrutível.Guru: supremo, o mestre.Padma: o lótus.Siddhi: as realizações.Hung: receber, reunir, perfazer.
Este mantra possui um grande poder de proteção contra as forças exteriores susceptíveis de perturbar o espírito e os órgãos vitais. Pode repelir e suprimir todo as formas de violência, caso alguém de imensa compaixão o pratique assiduamente ou numerosas pessoas o recitem em uníssono: Om Ah Hung repele os conflitos armados derivados dos três venenos de um modo geral. De modo mais específico e em relação com os cinco venenos, Vajra repele as guerras causadas pela cólera; Guru as que nascem do orgulho; Padma as devidas ao apego egoísta; Siddhi as que são inspiradas pela inveja e pela cobiça; Hung as que resultam de uma influência exterior súbita, fonte de desequilíbrios (por exemplo, a influência que impele os dirigentes das nações a agir de maneira irresponsável).»




Fontes consultadas: Caminho do Meio ; Gurumantra ; Mantras; VAJRA GURU MANTRA, Anjos de Luz.

Por: Lisa Teixeira
Agosto / 2010

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

AGONIA DA MÃE TERRA






















Biodiversidade é a mãe Terra evocando em nós vossa verdade,

Ignorantes da realidade que nos toma, implora ao homem sem piedade

Omitimos a nós mesmos a crueldade enrustida e não ouvimos sua voz clamando liberdade

Mata devastada com frieza por lâminas e estopins

Angústia e tristeza, nas queimadas que não tem fim

Sangrando o solo amado dos Tupiniquins



Evocando que a consciência humana desperte agora sem demora

Derramando nossos sentimentos de amor no lugar da dor, sob a luz de uma nova aurora

Ungindo a nova Terra por direito, integridade e respeito

Cachoeiras, rios e madeiras, lavando a alma nesse desterro

Acaba Homem, de uma vez por todas com esse desafeito

Éden nosso e dos animais condenados a extinção



Pajés, índios e Xamãs , guardiões da fauna do amanhã

Reivindicam respeito, equilíbrio e proteção

Em teus gritos de esperança, oh mãe... guerreira anciã

Seus animais e florestas, marcados pela ganância

E trazendo em seu tempo, a triste promessa de aflição

Refletimos então, sem demora meus irmãos

Vivenciar na conduta o ato consciente da renovação

A restaurar a Terra quase finda a se erguer no amor em devoção.






Direitos Autorais Reservados à Associação Biomas
Acróstico: BIOMAS EDUCA E PRESERVA
Por: Lisa Teixeira
Agosto / 2010

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

CRÍTICA AO SISTEMA EDUCACIONAL UMA ( OUTRA ) VERDADE INCONVENIENTE.



Postado por ALEXANDRE SPERCHI WAHBE em 5 agosto 2010 às 15:00
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“(...) os sistemas escolares têm reagido de forma lenta, se é que tem reagido, a (1) novas descobertas científicas relativas à mente e (2) aos valores em mutação na sociedade.”
Ferguson, 1997, pg. 270

A educação é um assunto eminentemente complexo, com uma dimensão altamente estratégica. Sabemos que a educação é a premissa básica para que haja o desenvolvimento em todas as outras esferas sociais. O Brasil, culturamente falando, sofreu, desde o início de sua colonização (legado dos Jesuítas), processos de intervenção educacional fundados numa dinâmica “bancária” (Paulo Freire): educação que não libertava o ser humano, educação que não visava a emancipação humana e o desenvolvimento de suas habilidades mais profundas, nem enfatizava criatividade e originalidade. Segundo visões progressistas de educação, “tanto Teilhard de Chardin quanto Skinner estavam certos: somos capazes de saltos evolucionários e de condicionamentos em compartimentos.” (Ferguson, 1997, pg. 265), ao que parece fomos legados, massivamente à segunda possibilidade.






















Comumente, a “educação–padrão” chega até a nos prejudicar, pois que uma visão plena da educação faltou aos gestores e educadores nacionais (talvez uma sina ocidental). Não se estimulou o desabrochar do homem preparado para conviver num clima de debate, sinergia, convivências adequadas, trocas revigorantes. Fomos praticamente todos, educados em escolas tecnicistas e/ou tradicionais, que não visavam trabalhar com conteúdos abertos e transcendentes, e sim com disciplinas extremamente compartimentalizadas e estanques.

“Nossas expectativas quanto ao que o animal humano pode aprender, fazer, ser, permanecem extraordinariamente baixas e temerosas. A definição que temos dos propósitos fundamentais da educação continua inadequadamente utilitária.”
LEONARD, 1998, pg. 24

Será que nossa escola nos ensinou para a transcendência? Será que ela nos ensinou o que é ideal para o desabrochar do humano? Será que nossa escola, alguma vez, nos ensinou o que é projeto de vida, o que são os hemisférios esquerdo e direito do cérebro? Ensinou o que é a sabedoria (que suplanta a inteligência)? Ensinou-nos o que é fragmentação, o que é totalidade da vida, o que é empreendedorismo e sensibilidade social? A resposta, para a maioria de todos nós, infelizmente será negativa. A educação é uma estrutura altamente estanque em nível planetário. Os sistemas de educação de todo mundo ainda não assimilaram uma visão de totalidade, uma visão de ser humano como um indivíduo sedento por plenitude. Porém, as pesquisas já nos impelem para uma revisão de 360 graus. “(...) a educação é uma das instituições menos dinâmicas, ficando muito atrás da medicina, psicologia, política, meios de comunicação e outros elementos de nossa sociedade.” FERGUSON, 1997, pg. 265

“Como podemos estar agindo e aprendendo em níveis tão medíocres? Se somos [seres] tão ricos, por que não somos despertos?” (FERGUSON, 1997, pg. 264) Existe uma descarada necessidade de mudança de ensino em todos os seus níveis. Observe esta descrição das expectativas limitadas que se têm sobre o “animal humano” e o utilitarismo educacional: “Nossas expectativas quanto ao que o animal humano pode aprender, fazer, ser, permanecem extraordinariamente baixas e temerosas. A definição que temos dos propósitos fundamentais da educação continua inadequadamente utilitária.”LEONARD, 1998, pg. 24
























Até que ponto a nossa escola não nos acorrentou, até que ponto não deixamos de nos desbloquear nas escolas, até que ponto não fomos fragmentados? “O trauma da fragmentação começa com as primeiras perguntas reprimidas, com a angústia abafada pelo tédio. Nenhum lar pode deter (...) a Morte nos Primeiros Anos.” FERGUSON, 1997, pg. 269Infelizmente, nossos professores não pediram para que desenhássemos nossa árvore, simplesmente nos ordenaram que pintássemos árvores já impressas em papel em suas cores comuns. “Nada de árvores azuis, violetas, cinzas, nada de árvores amarelas!”.

A professora nos dava um elefante para pintar e o pintávamos como um elefante malhado, cheio de lacunas brancas; a partir daí éramos chamados de preguiçosos. Estas “podas” aparentemente inocentes de nosso impulso criador criaram toda uma geração de seres criativamente neutros, a partir de um efeito bloqueador em cadeia enfatizado pelos sistemas de ensino. “A criança, que pode ter chegado intacta ao colégio, com a coragem de arriscar e explorar desabrochando, encontra tensão suficiente para faze-la reduzir para sempre tal aventura.” FERGUSON, 1997, pg. 268

Formam-se aí seres humanos limitados, com uma mentalidade e poder de intervenção pessoal e social limitada, para uma sociedade limitada, e isto será bom para quem? Fica claro, então, que houve momentos em que não se acreditava importante permitir o “vôo da águia”, o desabrochar da totalidade humana. “Buckminster Fuller observou, numa ocasião, que nem ele nem nenhum conhecido seu era um gênio: Alguns de nós são apenas menos prejudicados do que outros.”FERGUSON, 1997, pg. 269

Acontece que hoje, para as instituições que determinam os cenários na Terra, as empresas de amplitude planetária, este perfil já não é mais interessante. Somos (ou deveríamos ser) trabalhadores do conhecimento, em plena era do conhecimento.

O ser humano pode agir como um animal adestrado ou como uma águia que voa perdendo-se no infinito. Uma outra raiz do mal em educação, é o fenômeno da rotulação depreciativa, principalmente perante os jovens mais talentosos, originais, totalmente desrespeitados e desestimulados em educação. Podemos viver felizes e harmonizados, ou durante toda nossa vida tornarmo-nos um ser abandonado à própria sorte. Infelizmente, poucas instituições promovem o salto evolucionário de que todos temos direito como integrantes principais da grande comunidade da vida. Desse ponto de vista talvez nosso ensino seja uma atividade subversiva, pois em nada impele nossa vitalidade plena. “Se não estamos aprendendo e ensinando, não estamos despertos e vivos. O aprendizado não é apenas como a saúde, é a saúde.” FERGUSON, 1997, pg. 267.

Referências bibliográficas:
FERGUSON, Marilin. A conspiração aquariana. Rio de Janeiro: Record, 1997.
LEONARD, George. Educação e êxtase. São Paulo: Summus, 1998.
ZOHAR, Danah. O ser quântico. São Paulo: Editora Best Seller, 1990.

Texto revisado por Cris

Por: Alexandre Wahbe - alexandrewahbe@hotmail.com
Empreendedor Social, Escritor, Palestrante, Ex-apresentador de TV
Membro do Conselho Mundial de Cidadania Planetária

Fonte: site Instituto Consciência Adamantina
A transmutação e a expansão de sua consciência lhe concede a liberdade







Alexandre, você está de parabéns!!!
Seu artigo sobre o nosso atual Sistema de Educação, tão bem colocado e pelos fundamentos teóricos adequadamente inseridos no texto, me fez ter a coragem de repassá-lo na íntegra em meu blog e peço a sua licença para tal.
Sou uma Educadora consciente da nova Era que está se descortinando sobre todos nós. Por isso, concordo e assino embaixo sobre sua crítica inteligente e construtiva, que nos impele para uma profunda reflexão sobre o ato e o compromisso de educar e em seguida, para uma mudança de conduta real e efetiva.
A base de uma consciência humana sadia está na Educação.
E como educadora não posso deixar passar a oportunidade de "grifar em negrito" de que o princípio da Educação começa em casa.


E é triste relatar que cada vez mais as famílias com raríssimas excessões, acabam por deixar grande parte da responsabilidade da educação de suas crianças nas mãos das instituições escolares, que por sua vez, estão tendo de contar cada vez menos com a parceria de extrema importância (ESCOLA X FAMÍLIA).
Sem esse empenho e integração necessária, acabamos por distanciar-mos da verdadeira arte de educar. Um ótimo exemplo para fecharmos com chave de ouro a questão da influência familiar no desenvolvimento físico, emocional, ético, moral e espiritual de nossos filhos, está no título de um de seus livros do autor Içami Tiba ( QUEM AMA EDUCA ).
E hoje fazendo uma retrospectiva de vida, reconheço que como mãe cometi algumas falhas na educação de meus filhos, não considero essas falhas como erros e sim como tentativas de escolhas para as experiências pelas quais tive de passar, mas também sei que essas tentativas foram feitas com base no meu amor e também pela imaturidade que tinha na época.
Mas a vida é mesmo surpreendente e me coloca diante de uma nova oportunidade, desta vez como educadora de várias faixa etárias de crianças e adolescentes. Não tenho a pretensão de corrigir minhas posturas passadas, mesmo porque já é página virada da minha vida.
Agora tendo uma visão geral sobre a educação, sei que nossa Mãe Terra já exaurida por tanto desrespeito, pela manipulação dos poucos que ainda estão no Poder sobre os demais e que "sacaram" o poder do uso de sua inteligência, com fins egoísticos e manipulativos para um arrebanhado controle de massas, com base a se perpetuar a garantia deste falso e ilusório Poder.
Ninguém é mais e melhor que ninguém... apenas temos aptidões e oportunidades diferenciadas ao longo de nossas caminhadas.
Quantas vezes a Educação pelo Poder, “talhou” o ser humano fazendo-o se sentir um incapaz, fazendo contínuas comparações entre seres tão complexos que somos.
Onde está a harmonia e o equilíbrio nessas comparações, ou melhor nessas competições de poder?
Resume-se nisso a Educação?
Se dentro de cada um há sonhos e aspirações tão estimulantes e diversificadas!
A Terra é um planeta de contrastes que clama incansavelmente por transformações e mudanças emergenciais em todos seus segmentos.
E a educação é a primeira delas.
O tempo urge e precisamos de uma vez por todas arregaçar as mangas e de fato fazermos uma boa faxina nisso tudo. Uma educação de qualidade, antes de qualquer coisa, respeita a integridade do SER UNIVERSAL, e não o vê e o trata apenas como um número a mais. É uma Educação que preza pela sensibilidade e pela criatividade autentica da mente humana, por suas capacidades intrínsecas, em suas várias facetas e formas de expressão.

Somos co-criadores do universo, e cada qual tem um valor único, preciso e inestimável perante a Criação e podemos sim, somarmos uns com os outros e sermos os autores, os pioneiros de uma nova realidade mais digna e mais justa, e não há outra forma de iniciarmos esse processo se não por meio da Educação.
A união faz a nossa força,sempre foi assim, só que não nos posicionamos em relação a isso, agora já chega de tanto blefe, temos que dar um basta para toda essa manipulação massiva!
Esse molde de educação arcaico que os padrões sociais nos obrigam, não corresponde mais a nossa nova realidade.
A Educação vem primeiro... sem ela nada pode ser transformado e é através dela que os caminhos podem ser abertos e escancarados para todas as novas possibilidades, as inúmeras oportunidades que nos cercam, mas que nos impedem de enxergá-las. Já passou da hora dos novos educadores do amor, criarem um campo condensador de energia, a fim de "puxar" e fazer emergir o melhor que há em cada um.
No Ser humano impera a mesma força tanto para a construção, assim como para a destruição.
A força é a mesma, a escolha para usá-la e sua intensão é que faz toda a diferença.
Uma faca é um instrumento que pode ser usado no auxílio para se preparar uma ótima refeição, como também pode ser usada para tirar a vida de alguém.
O instrumento é o mesmo, mas as escolhas para o seu uso são muitas, assim é a Educação.
A essência dela é única, mas como cada educador conduzirá essa força de transformação pessoal e que influenciará diretamente no social, isso... está nas mãos e na consciência de cada um!
A educação é o princípio de tudo, e o educador é o gerador do processo, sem ele não haveria um leque tão vasto, para as demais profissões.
O educador é o artesão, sem a força interior e a intervenção que provem dele, não haveria tantas outras possibilidades.
Nós os educadores do Amor não podemos mais nos calar e fingir que a coisa toda não é com a gente!
Peço em nome de uma melhor condição de vida para todos, que a sujeira toda não seja escondida debaixo do tapete. Não temos o direito se quer de pensar que não podemos fazer nada para mudar essa situação caótica, que somos a minoria, incapazes de uma ação eficaz diante de uma situação mentirosa,ardilosa e autoritária, porque fomos condicionados a não termos poder para realizar a proeza da mudança tão necessária.
Desde crianças, nos passaram uma ideia equivocada, que nós professores somos pequenos, insignificantes, até mesmo pela marca registrada que ocultamente está inserida no contexto de nossos salários...
Não... nós não somos a minoria, sabemos que não!
Se todos nós nos unirmos, olharmos e caminharmos para a mesma direção, nos tornaremos cada vez mais fortes, e como num efeito dominó, derrubaremos todas as barreiras, todos os impedimentos para fazer da Educação um privilégio de crescimento verdadeiro e coerente a todos.
Não temos o direito de compactuar com esse condicionamento que nos oprime, de nos omitirmos diante de nossas próprias fragilidades.
A ascensão planetária chama a todos agora sem distinção. O momento é agora, é já...é tudo ou nada, do jeito que está, não da para ficar mais, então tratemos de consultar a nossa consciência e fazer agora a escolha que devemos fazer.
Essa educação tecnicista que garante ao jovem recem formado um ofício, não oferece mais que isso mesmo, um ofício mecânico, sem alma, sem tesão e limitado. Será que ninguém consegue ver que o crescimento de um é o crescimento de uma nação inteira? Precisamos soltar nossas vozes e emitir nossas opiniões e ações sem medo e levantarmos definitivamente uma nova bandeira da Educação pelo Amor, pela verdade, pelo exemplo no bem, pelo crescimento integral do SER COMO UM TODO, porque estamos juntos nesta tarefa e juntos chegaremos ao objetivo que é educar pelo amor e fazer o educando acreditar e apostar em suas capacidades, em seus dons, suas aptidões em seus sonhos e desejos mais íntimos, encoraja-los para a busca de suas próprias realizações pessoais e nas conquistas de seus próprios valores,como alguém que interage, que participa, que se move, que questiona, que debate, que cresce. Educar é a conscientização que todos temos o direito de escolhas e de oportunidades maiores e através dessas escolhas poder revelar-se diante de si mesmo, e seguir o fluxo que a vida quer para todos. Que sejamos feliz, nada além disso! Felizes e conscientes de que somos bem MAIORES do que nos fizeram pensar que eramos.
Educadores com o poder de curar,restaurar o emocional de cada um, que é a alavanca para uma boa auto imagem, educadores altamente capacitados em ajudar a reprogramar seus processos mentais, curando e transformando suas crenças no medo, na insegurança, na impotência, no pequeno, no menos.
Educadores para promoverem a segurança de que todos podem ultrapassar seus próprios limites e alçar vôos cada vez mais alto. A Educação é a irmã amiga da liberdade de expressão. A Educação da qual precisamos aponta para dentro e não para fora, pois já temos dentro o conteúdo para todas as respostas, é preciso apenas que acreditemos em nossas habilidades, que façamos as escolhas certas e a educação que liberta é a ponte que nos faz prosseguir adiante...sempre!
Quem dera termos educadores que nos inspire, que ressalte nossas qualidades interiores, que faz com que busquemos dentro de nós a ousadia para darmos aquele passo a mais.

* A consciência desperta é o nosso maior tesouro, é o caminho para a libertação do Ser integral*

Alexandre, estou contigo nesta empreitada!
Um grande abraço
Lisa Teixeira

Por: Lisa Teixeira
Agosto / 2010